domingo, 4 de outubro de 2026

O cara que estou a fim não é um cara?!

Desde que Horimiya teve o seu desfecho anos atrás, existe um vazio em meu coração que só pode ser preenchido por uma obra de comedia romântica.

Essa necessidade por acompanhar o relacionamento de um jovem casal é algo que descobri ainda na infância, ao assistir Lovely Complex e Zero no Tsukaima. Desde então é um gênero que consumo com muito prazer.

No artigo de hoje, iremos passar por algumas recomendações e, quem sabe, encontrar sua próxima série comfy.

Cada titulo tem seu próprio charme e uma maneira diferente de cativar o leitor, faze-lo se apaixonar pelo universo da obra e se aproximar mais dos personagens. Isso pode ir desde um estilo alternativo que o protagonista apresenta até batalhas pirotécnicas — sendo o primeiro caso algo que apela muito para nós, órfãos de Nana.


O cara que estou a fim não é um cara - vol.1
O cara que estou a fim não é um cara - vol.1

Vamos pular logo de cara na minha leitura mais recente. Afinal não há razão para guardarmos o melhor para o final.
O cara que estou a fim não é um cara?! é um mangá com uma identidade visual muito forte e com fortes apelos para seu gosto musical, caso você goste de um bom e velho rock.
O título dispensa grandes explicações: basta lê-lo para sentir vontade de pular diretamente para a primeira página. E, para isso, nem é preciso ser fã do gênero yuri.
A obra começou como uma webcomic, isso pode gerar certo estranhamento no inicio por aparentar ter mini capítulos dentro do que seria um capitulo tradicional de um mangá. Mas se você é da época onde Lucky Star era uma obra obrigatória em qualquer grupo de otakus, isso não chegará nem a ser um incomodo. Pelo contrário, esse formato ajuda a deixar a leitura mais dinâmica.
Não gosto de dar spoilers, muito menos de uma obra que entrega tudo de maneira tão incrível logo nas primeiras paginas. Então, fiquem com um breve resumo: romance colegial, yuri e muito rock!



Lovely Complex - vol. 17


Lovely Complex foi a primeira obra desse gênero que assisti e, até hoje, permanece no meu top 5 de melhores comedias românticas.
É claro que possui seus problemas, como piadas muito específicas e uma animação que pode parecer datada para um público atual. Mas, quando você aceita essas limitações, consegue apreciar um desenvolvimento de casal com o qual poucas obras são capazes de se equiparar.

Horimiya - vol. 1


Horimiya apresenta uma química entre o casal que, à primeira vista, parece genérica: personalidades opostas que se atraem. No entanto, a obra rapidamente conquista o espectador, tanto pelo carisma dos protagonistas quanto pela relação que constroem.

Aqui não temos aquele clichê em que o casal só fica junto no final da história. Pelo contrário, o relacionamento se estabelece logo nos primeiros episódios, e a obra passa a explorar a evolução dessa dinâmica, abrindo espaço para novas situações e oportunidades para o humor.


Zero no Tsukaima - vol. 7


Agora vamos falar de uma obra de peso e pai do tão aclamado gênero Isekai — aquele no qual o personagem cai para um mundo de fantasia. Sinto um calor reconfortante no coração ao poder recomendar Zero no Tsukaima, pois ela representa, para mim, o apogeu das comedias românticas: tem muita comedia e muito romance.

Nesse quesito, ainda fica abaixo de Lovely Complex. Porém, Zero no Tsukaima talvez tenha envelhecido de maneira mais confortável para o público atual, em parte por sua ambientação de fantasia e pelas convenções do isekai, que podem tornar a experiência mais agradável para quem já está acostumado ao gênero.

Por fim, leia o  mangá O cara que estou a fim não é um cara?!, ou assista ao anime, caso prefira. Depois, volte aqui para pegar a recomendação que mais lhe chamar a atenção.

Nos vemos na próxima.

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